Meta-podridão

Setembro 21, 2009

meta-podridao

Olá! Como está?

Eu não ia escrever hj, mas veio-me à lembrança o qu eu vi no faustão hoje. Não, eu não passo o domingo vendo Faustão, mas estava a Samantha Schmütz(atriz que criou o papel do Juninho Play) apresentando um dos seus novos papéis e o caro apresentador, como sempre,  “sutilmente” a interrompia com perguntas e comentários sempre “muito bem formulados”. O senso de arte do apresentador é inegável. Quando a atenção está voltada para atriz e o público envolvido com a arte que essa aprensenta, esse envolvimento é quebrado e a atenção dispersada por vezes por um:”oloco meu”. Por fazer isso tão e de uma forma natural(ele não se esforça para isso) por vezes pode ser considerado arte. Como postei no twitter hoje: “A arte de estragar a arte: Faustão. Meta-podridão?”.Ele consegue de certa forma englobar esse conceito de estragar as coisas. Os atores e convidados sentem-se constrangidos e o rendimento do que querem apresentar por vezes cai.

Queria apenas compartilhar isto.

Uma boa semana pra ti.Forte Abraço.

Cardinalidade

Setembro 11, 2009

cardinalidade

Ô!Ola!Olha eu postando consecutivamente novamente.

Como foi seu dia hoje? Conseguiu acordar no horário? Almejando um final de semana para poder acoradar um pouco mais tarde? Eu estou assim. Hoje perdi o horário e cheguei bem atrasado na aula. Mas com o que eu peguei da aula deu para entender bastante coisa.

Hoje lembrei de uma das coisas que queria compartilhar aqui. Brasileiro é barraqueiro e preguiçoso não!? Não quero generzalizar, mas pensei sobre isso com relação à gripe suína. Há quanto tmepo vc não houve notícia sobre a gripe? Em relação ao início do forféu, quantas pessoas você vê usando máscara? Quando a mídia desceu o verbo em cima da “pandemia”, o “barraco” estava armado. Mães proibindo filhos de sair, shows cancelados, extremismo higiênico, afastamento das pessoas. Agora imagine isso em Curitiba. Até os carros tinha medo de fazer barulho. Não se conversava mais, não se cumprimentava mais. Quando se conversava o tradicional “puxa-papo”: “Será que chove?”, foi substituido por: “E a gripe? Você está com medo?”. Era sabido que isso duraria por pouco tempo. Poucos se mantiveram cuidadosos. Mas todo esse romance teve seus méritos. As pessoas começaram a se preocupar mais com higiene e os centros que sitiavam aglomerações também.

Mas não vim aqui pra falar disso hoje, mas sim sobre cardinalidade. Você sabe o que é cardinalidade? Eu não sei ao certo. Mas para mim é um daqueles conceitos que uso, sei o significado, mas não sei explicar. Mas por hora entenda como forma de contar, de medir, atribuir valor de contagem a uma relação. Por exemplo, cardinalidade de um casamento: uma marido só pode ter uma esposa e uma esposa só pode ter um marido(a priori); da amizade uma pessoa pode ter muitos amigos e cada um desses amigos pode, por sua vez, ter outros muitos amigos. Se eu estiver errado me corrige ok?

E entre diversas cardinalidades, acabei vindo a refletir sobre a cardinalidade do amor. Sei que ultimamente os posts tem falado muito sobre isso, mas é o que eu tenho pensado e é um assunto um tanto complicado para se mensurar.

Para estabelecer a cardinalidade do amor, faço as seguintes perguntas: “Quantas pessoas você ama?”, “Quantos tipos de amor existem?”.

Eu amo meus pais, meu amigos, minha família. Será que classifico o amor como o amor familiar, a o amor paterno, o amor fraterno? O amor que sinto pela minha mãe é único?

Essas perguntas surgem ao estabelecer um laço com alguém. Por motivos de praticidade, vamos ilustrar o caso de um namoro. Você conhece uma pessoas e começa a sentir o amor subjetivo(aquele que eu comentei em posts anteriores). Ela bate com o seu esteriótipo de pessoa e você começa a amá-la. Vocês começam a sair e aos poucos percebem que não conseguem mais ficar longe um do outro. Há uma necessidade intensa de se ver. Antes de se verem, ficam ansiosos. Ao se verem sentem-se bem, realizados,completos. Cara-metade? Ótimo, você achou seu encaixe, a parte que lhe completava. O amor assume a faceta subjetiva(também dos posts anteriores) e você agora não domina e deixa-se levar, sente-se seguro. Pode dizer: “Eu te amo”.

Com o tempo os pés voltam ao chão e você começa a enxergar a realidade com outros olhos e por ventura uma pessoa que convive com você ou que passa do outro lado da rua causa-lhe uma sensação diferente, uma cocéga, tesão. As vezes é aversivo isso. “Oras, eu tenho namorada, eu a amo”, mas com o tempo isso vai se tornando corriqueiro e o amor antes seguro entra em xeque. Você faz uma revisão de consciência e percebe que não trocaria nada por aquilo que vive. É um porto seguro, você se sente bem. Dispensa o tesão alheio e o reserva para o seu complemento.

O que ocorre a partir daqui, pode variar, mas o questionamento final é o mesmo. Se você continua o namoro, mais a frente você vai se questionar, será que estou fazendo a coisa certa? Está é a única pessoa que se “encaixa” em mim? E se fosse outra pessoa? Como vou saber? Amo, ou estou habituado a rotina? Amo, ou sou inexperiente para mensurar? Muitos se acomodam, aceitam ou entendem e toca a relação para frente. Outros terminam. E com o passar do tempo conhecem outras pessoas e sua antes cara-metade faz o mesmo. Até que um dia um dos dois recomeça o caminho so amor objetivo->amor subjetivo. E diz para outra pessoa:”eu te amo”. Qual a diferença desses amores? Do antigo e do novo? Eles são diferentes? Se eles forem iguais, então o amor por uma pessoa, não é único em forma, logo você pode amar várias pessoas. Então pode casar, descasar e estará tudo bem, pois não é único e você pode deixar de amar e achar uma “peça que se encaixe melhor”. É isso?

Eu acredito que não. Pode ser fantasia, mas acho que amar a ponto de casar, estabelecer uma vida, trilhar um caminho junto é único. E sabe-se quando é único, quando existe uma certeza incontestável e não apenas uma mera-certeza. É recíproco e não é necessário esmola. Ambos os lados realizados. Amobos os lados livres,seguros.Mas por quanto tempo? Sempre.

Acredito que a cardinalidade do amor é muitos tipos para muitas pessoas, mas que é única para cada pessoa.

Um pouco emo o post, mas é para pensar apenas. Conheço um monte de gente que está passando por crise inclusive o que tem na porta do meu guarda-roupa e talvez palavras, mesmo que dispersas possam fazer algum sentido.

Chega por hoje não!?

Um bom dia para você!
Forte abraço e até mais

A culpa não é minha é dele

Setembro 10, 2009

nao_e_minha_culpa

Saudações! Saudades! Saúde a todos!

Que vergonha. Tanto tempo sem escrever e isso foi por pura preguiça. Não quero me eximir da culpa, mas o passarinho azul, vulgo twitter, tem parte da culpa. Essa idéia de mini-blog pega. O que eram idéias base para posts longos viram mini-posts. Talvez a essencia esteja mais centrada e não tão difusa,ou melhor, mais explicada. Mas cá estou e vou ver o que este post vai me fazer dizer.  Tem tanta coisa que eu não sei por onde começar. Acho que vou falar de umas coisas legais nesse como os sons que eu tenho ouvido, endereço de twitter e dedicar um post para um assunto que estou digerindo ha um tempo.

Então vamos lá. Um pouco sobre o que estou fazendo e alguns fatos.

Depois de umas férias suínas intensivas as aulas voltaram e quando os motores estavam aquecendo, veio o feriado de 07 de setembro. Bom para poder colocar em dia o que já estava atrasado. Estamos com matérias interessantes esse semestre. Começando a curtir o que é ser Engenheiro de Computação de fato, com modelagem de projetos, uma eletrônica um pouco mais avançada, linguagem de máquina, teoria da computação. Tedioso? Loucura? Não, divertido. Engenharia é fácil para quem estuda. As coisas estão lá, prontas para serem estudadas. Fico imaginando o pessoal de humanas que precisam refletir sobre textos, conjecturar, refutar. Isso sim me soa com um “quê” de dificuldade. Eu nunca tive muito o hábito de estudar, aprendi na marra na faculdade. Então as coisas se tornam um pouco mais difícil nesse ponto, mas nada que algumas madrugadas não possam suprir.

Hoje vi uma coisa fascinante. Estava descendo uma rua e de um lado havia uma casa com o portão aberto e neste uma mulher a chamar o cachorro que lhe pertencia e que estava do outro lado da rua. Sem mentira nenhuma, o cachorro sabia que a rua era de mão-dupla. Ele andou pela calçada, parou e antes de atravessar, OLHOU PARA OS DOIS LADOS como se fosse conferir se estava seguro para ele atravessar. Após confirmar que a “barra estava limpa” ele atravessou. Não sei para você, mas para mim pareceu interessante esse fato.

Vou ser mais rápido agora. Não quero cansar leitura na volta.

Sugestão musical
Passei esses ultimos dias escutando muito Madeleine Peyroux. Abaixo posto um link com alguns cds dela. Não testei os links do site que estou postando, mas pelo menos dá para ter uma noção dos nomes dos cd’s e baixá-los de outra forma

http://gamesediversoes.blogspot.com/2007/02/madeleine-peyroux-3-cds.html

Vi também um vídeo muito legal de uma banda chamada Sigur Rós. Ainda não baixei nada deles, apenas escutei algumas coisas no YouTube, mas gostei do que ouvi.

Eu pensei em postar logo em seguida deste o post com com a pequena reflexão, mas vou deixar para amanhã. Se não amanhã não vai ser legal acordar.

Hoje fiquei admirado de ver uma descrição no profile do orkut de uma amiga, algo muito poético, muito bom mesmo.

Peço desculpas ao meu amigo Renato, pois a qualidade desse post não está dentro do esperado, mas vou melhorar.

Será que consigo postar mais frequentemente? Faça a sua aposta!

Qualquer coisa que eu tenha comentado e não tenha colocado a fonte, o nome, o endereço, me peça que eu passo. Pode ser por comment mesmo que assim movimenta um pouco por aqui.

Meu twitter é @john_theo, segue lá!

Forte abraço e até amanhã!

Visão

Agosto 1, 2009

visao

Olá! Tudo bem?

Sem desculpas dessa vez. Estou de férias e não postei nada. Uma pseudo-desculpa poderia ser que quase não saí de casa e não teria assunto para colocar aqui. Mas não seria algo suficiente.

Estou com meu sono completamente desregulado. Estou com insônia eu acho. Não estou conseguindo dormir antes das 4h00. Não vem o sono e se vou para cama, fico rolando de um lado para outro. Mas tenho me esforçado para manter as horas necessárias de sono então acordo tarde no outro dia. O dia é curto quando não se levanta cedo. O trabalho não rende, há baixa produtividade e quando vejo já são 4h00, 6h00 e até mesmo 8h00 e estou indo dormir.

Acordei com o olho ardendo hoje. Com tanto e-mail rolando por aí, já pense na gripe aviária e que por sinal quem quiser ver algo sobre o assunto mas de caráter meio que de “Teoria da Conspiração” de uma olhada nesse vídeo.

Mas então, percebi que era porque eu havia dormido apenas 3h00, então depois de muita briga com o colchão voltei ao sono.

No final da tarde descubro que tenho que ir para a faculdade para fazer a confirmação da minha matrícula do inglês. Então vou eu tomar banho às pressas para sair e dar tempo de voltar para Campo City para gravar umas músicas da banda Versículos de Fé. Foi no ônibus que veio a idéia para o post de hoje (geralmente as idéias surgem sempre lá).

Como é incrível o que podemos fazer com e sem a nossa visão não!? Eu tenho um costume de brincar de “fazer perfil” das pessoas do ônibus. Olho elas, o jeito como gesticulam, como se vestem, como olham para as outras pessoas, como reagem, como falam, tudo que possa me ajudar a “montar essa pessoa”. Não é um rótulo, mas algo que faço e me divirto em ver como ela pode ser. Brincadeira de curitibano mesmo. Se fosse baiano, por exemplo, eu já teria feito amizade com a pessoa e na mesma semana estaria indo tomar café na casa dela.

Teve uma época que eu ia para Curitiba sempre com o mesmo ônibus, no mesmo horário e por conseqüencia eu encontrava, na maioria das vezes, as mesmas pessoas no ônibus. Prato cheio para o “Jogo do Perfil”. Tinha um grupo de mulheres que pegavam o ônibus, um ponto depois do meu e com o tempo descobri que elas trabalhavam como diaristas. Pelo que eu consegui inferir elas fazia, mais de uma casa por dia e era raro repetirem casa na semana ou mantinha sempre as mesmas casas todos os dias. Creio que eram umas 6 mulheres e quando eu ia referir delas ao meu cérebro, as chamava de faxineiras. Nada de pejorativo, algo que eu pudesse eternizar um monte de cenas, definições, conversas, personalidades. Lembro com mais perfeição de duas delas, na verdade três. Uma era a mais gordinha de todas. Ela usava saia, geralmente azulada, uma camisa com algum desenho estilo “renda”. Tinha os cabelos cacheados, mas não era um cacheado mimado, era o cacheado natural que as vezes recebia uma trança de adorno. Lembro de ver ela com tiara no cabelo também. Era a mais quieta do grupo. Tinha um sorriso tímido e gestos contidos. O braço era dotado com um excesso de pelos. Tinha aliança de casada e parecia levar uma vida normal. Trabalho-Casa. Creio que o marido deveria trabalhar em alguma firma, talvez até na linha de produção. Filhos, deveria ter 2 ou 3 que estudavam na mesma escola e eram acordados pela mãe para pegar o ônibus escolar. Via por vezes ela voltar cansada de um dia de trabalho, mas nunca a vi irritada. Uma pessoa calma e satisfeita.

A outra mulher que lembro era uma menina. Chamo de menina, pois era a mais nova da turma e a mais falante. Nem muito magra, nem muito gorda. No peso. No desenho do corpo, nada que sobressaltasse aos olhos. Usava calças justas, geralmente acompanhadas de blusinhas básicas(aprendi essa definição com a minha irmã, para qualquer tipo de blusinha que não tenha alguma característica que mereça classificação). Nunca vi ela usa outra calça que não fosse jeans e na maioria das vezes a do estilo “maria-joão”. Ou seria corsário? Enfim, aquelas que parece que falta um pedaço. Demonstrava um pouco de vaidade, cuidado. Usava aparelho. Creio que era para corrigir aquele tipo de arcada em que não há espaço para o canino. Ela tinha jeito de quem tinha problemas no canino. Usava batom, coisa que raramente as outras faziam. Parecia estar trabalhando de diarista por influencia do meio. Alguém devia ter indicado ela e ela, como estava precisando do dinheiro, foi trabalhar. Todas eram registradas em carteira de trabalho e isso lhes dava a comodidade de férias e outros bônus. Essa menina não devia morar com os pais, ou se morava eles eram separados e ela só via um deles. Ela deveria morar com a avó. Ela tinha os olhos de quem é cuidado pela avó. Não era nada vulgar. Sempre na dela e parecia não estar preocupada em encontrar alguém.

Tinha também as “Irmãs ursinho”, mas em uma outra oportunidade falo delas pois já escrevi demais e ainda não cheguei no assunto principal.

Hoje novamente ao antro do jogo de perfil, como bom curitibano(mesmo que metropolitano) sentei em um banco individual e estava seguro de que iria a viagem inteira escutando música, mas o meu mp4 estava sem carga e só deu para eu escutar a interpretação de Zeca Pagodinho da música Coqueiro Verde (“Em frente ao coqueiro verde, esperei uma eternindade, já fumei um cigarro e meio e Aninha não veio. Como diz Leila Diniz: “Homem tem que ser durão”, se ela não chegar agora não precisa chegar. Eu vou me embora, vou ler meu Pasquim, se ela chega e não me vê, vem correndo atrá de mim[eu to la no botequim - Zeca Pagodinho]“).

Depois da música fiquei pensando no que fazer nesses 43 minutos de viagem que restavam. Decidi: “Vou brincar de perfil”. Olhei para a minha frente e nao tinha quase ninguém, mas eu estava intrigado com uma criança que não parava de gritar no fundo do ônibus. Decidi não olhar para trás e praticar a brincadeira só com o que eu ouvia. Quando eu descesse, se ela ainda estivesse no ônibus, veria se muitas das deduções tinham dado certo. É aí que está a diversão, na comprovação dos resultados ou na “frustração”.

Ela deveria ter uns 7 a 9 anos de idade. Tinha uma voz rouca. Uma rouquidão que parecia ser de calo nas cordas vocais. Talvez fosse porque ela falava muito alto. Alto mesmo. Ela estava acompanhada da mãe, pai, irmã e tio. Eram essas as pessoas que eu tinha certeza. A irmã, pelo seu jeito de falar, era mais nova em cerca de 1 a 2 anos no máximo. Deduzi ser uma família de baixa renda, pelo vocabulário da criança, pela falta de postura dos pais diante ao escarcéu que ela fazia e por outros fatores que irei comentando e vocês irão de concordar, ou não. Lembro mais uma vez que não há nada de rotulação ou preconceito nisso, apenas constatações, pois tento manter sempre a mente aberta para não moldar a nada e julgar errado. O menino era mimado, mas não todo o tempo, mas sim em sua minoria. Os pais deveriam trabalhar o dia inteiro fora e o contato com os filhos era pequeno e tosco. Ele gostava da atenção voltada para ele. Mesmo enquanto os pais falavam ele gritava: “Olha o carro de corrida(JIPE)” até que esse soltassem alguma esclamação como: “é mesmo”. A irmã era sua fiel escudeira. Talvez pela idade e pela lógica, via o irmão obter sucesso em seus métodos , então mimetizava. Descobriram o ouro: bala na bolsa da mãe. Esta puxou a bolsa para si. Devia ser uma bolsa media com alguns adornos em metal. Do tamanho e forma necessária para caber as quinquilharias de um passeio para Curitiba e ainda “sair bonita na foto”. “Mãe! Me dá uma bala”, disse o menino, com início de voz de choro, ou melhor, manha. “Mãe! Me dá uma bala”, irmazinha seguidora, com o mesmo estilo de manha. “Mãe! Me dá uma bala”, coralzinho manhoso. Momento de silêncio. Assunto diferente, sem manha. “Joguei no chão porque o tio mandou”, menino se explicando seguido de barulho de janela abrindo e fechando. Devem ter jogado os “papéis de bala”(esse nome deve ser porque antigamente as balas eram embrulhadas em papéis, hoje não mais) pela janela. Acho isso engraçado, para nao dizer de certa forma revoltante. Eles deviam estar perto do ultimo banco, tem lixo por lá.

Na hora de descer confirmei muitas das coisas e outras vi que não cheguei perto, como por exemplo nas descrições físicas que resolvi nao escrever aqui para não ficar maior do que já está.

Veja quanta coisa a gente pode imaginar, mesmo sem ver. Vendo eu poderia pular um monte de etapas e acabar com o processo. Sair com nada a mais nem a menos. Não desenvolvi nada, não pratiquei nada. Podia sim brincar de perfil, olhando e fazendo novas inferências, mas a experiencia não seria a mesma, não estimularia as mesmas coisas.

Por isso que acho fantástica a frase: “a necessidade, faz o oficial”. Meu pai me disse isso e é uma verdade. Cegos se adaptam ao “nosso” mundo. Pessoas de baixa renda, habitantes da África, habitantes dos pólos, índios. Todos se adaptam, fazem o seu “oficial”, a sua sobrevivencia.

Imagine você sem sua visão por um tempo. Hermeto Pascoal disse em uma entrevista que queria que Deus lhe tirasse a visão por um tempo. Só para ele sentir e viver de forma diferente, estimular-se de forma diferente. Acho isso formidável, pois o que é a nossa vida se não as experiências que temos? Não digo para sair provando de tudo, mas saber degustar a vida.

Sugestão para esse aumento das férias por causa da gripe suína. Estimule seus sentidos. Como o título do post sugere, estimule através da visão. Veja coisas diferentes ou apenas não veja.

Post meio excessivo não. Se você chegou até aqui comente algo no post. Assim eu sei quantos conseguiram ler e nãos e cansaram. Meus posts nao são sempre assim. Aproveite e de uma lida nos outros e me dê um feedback ok!?

Estava sentindo falta já. Amanhã acordo cedo, pois tenho reunião no Creação. Estou lascado.

PS.: Eu não releio o que escrevo.Desculpe os erros que houverem.

Uma boa noite, madrugada, dia, para você e nos vemos em breve.

Forte abraço.

Doação

Julho 14, 2009

doação

Olá! Como está?

Nossa, como é bom acordar e saber que não tem nenhum trabalho para entregar ou prova para estudar. Cabeça já estava pirando. Problema é que como a maioria das minhas aulas esse semestre foram à tarde, eu acostumei a ir dormir muito tarde ou cedo, dependendo do referencial. Chega a essa hora eu ainda nao estou com tanto sono. Semestre que vem as aulas vão se concentrar no período da manhã e então eu quero ver o rapaz acordar cedo.

Hoje, acordei tarde e fui direto para Curitiba. Almocei perto da reitoria com a Rafa e depois fui para a UTFPR onde estava acontecendo o exame de seleção de novos alunos para a turma desse semestre do cursinho Creação. Ajudei um pouco lá e logo saí pois eu tinha que terminar algumas coisas da minha iniciação científica. Fiquei um tempo no laboratório “batucando” algumas linhas de código e mais tarde fui à confraternização do Creação. Era a solenidade de fechamento da primeira turma do cursinho. Foi tudo muito bom. Fomos congratulados com certificados de serviços prestados ao CREA-PR e com homagens feitas pelo próprio conselho, bem como pelos ex-alunos e quem sabe futuros calouros. Depois da solenidade houve um coquetel onde em meio a fotos, comida, bebida, conversa e música nos confraternizamos e compartilhamos experiências.

E é para essa confraternização que esse post se destina.

Quando falam “DOAÇÃO” o que lhe vem à sua cabeça? Na minha vem: solidariedade, disposição, uma parte necessitada e outra fomentadora, dedicação, empenho, mobilização, sentimento de gratificação, leveza, esforço.
O cursinho Creação, é um curso destinado a pessoas que não tem condição de bancar um curso pré-vestibular mas que da mesma forma que muitos, desejam ingressar em uma universidade. Desenvolvemos lá um trabalho voluntário. Cada um doa um pouco do seu tempo, das suas experiências, um pouco de si para o bem do próximo. Fazemos isso pelo desejo de espalhar o que temos e de alguma forma eternizar isso. Eternizar no sentido de dar um exemplo de solidariedade e esperar que este seja seguido.

“Mas por que fazer isso? Funciona? No mundo do jeito que está, não seria melhor ser um pouco mais individualista e garantir o seu bem já que uma maioria assim o faz?”
Não é porque a correnteza segue para um destino que você não possa rumar para outro. Somos influenciados sim, mas podemos fazer a diferença. O primeiro passo para haver essa doação creio que seja paixão. Paixão é aquele sentimento cego em que você muitas vezes age sem medir as consequências. Quantos não se propõe a doar um pouco de si e mais a frente vêem que a carga é pesada demais e acabam desistindo dessa doação. Isso é muitas vezes paixão, agir por impulso e não esperar nada em troca. Agir quase que instintivamente. O amor é que mantém. Quando vier o sentimento de desitir e pensar erroneamente : “É voluntário, eu posso fazer o que eu quiser. Largar quando quiser”, o amor à causa faz que permaneçamos remando na direção que foi objetivada. Fácil quase nunca é. O exemplo é claro para mim. Eu estava atolado de coisas da faculdade para fazer e coisas fora da faculdade também. Poderia muito bem largar e me centrar mais nessas coisas. Mais o amor ao que estava fazendo me manteve firme. Não havia nada mais gratificante do que ver aqueles alunos, com semblantes muitas vezes cansados mas dispostos a adquirir conhecimento. Pessoas dispostas a lutar por um objetivo. Pessoas que estavam de alguma forma se sacrificando para estar lá. Se elas estavam dando o seu melhor eu também deveria o fazer. DAr o meu melhor. A doação traz isso. Essa reciprocidade de valor incalculável. Como eu dizia para os meus alunos, era um prazer quase sexual estar com eles aquelas noites. É mais do que gratificante ver isso.
Eu posso trabalhar em uma grande empresa, ganhar um salário grotesco, mas essa sensação gratificante eu não vou ter. É como se uma semente de conhecimento minha fosse plantada em cada um deles e está germinando e logo dará novos frutos, que terão novas sementes, que darão novos frutos…..

Isso é um exemplo pequeno de doação. Agora imagine isso em outras áreas. Imagine doação de suprimentos e até mesmo renda para instituições carentes, doação de órgãos, doação de sangue. Pensar sempre no bem do próximo. “Mas não funciona isso! Eu faço minha parte mas o outro não faz”. Isto é um pensamento egoísta é pensar em doação como escambo. Esperar algo em troca. Ao se doar, doe-se verdadeiramente e puramente. Faça isso por uma força que você desconhece a gênese mas que é algo que lhe impulsina mais e mais. Outras pessoas seguirão o seu exemplo, e outras e outras e outras tantas. Um mundo melhor não se constrói do dia para noite. Precisa-se de um trabalho esforçado para iniciar uma mudança de um contexto. Precisa-se de pessoas com vontade de dar esse “ponta-pé” inicial. E porque não eu ou você começarmos isso!? Sempre temos algo a oferecer, seja uma ajuda para atravessar a rua, um ombro amigo, dinheiro, experiência, palavras, comida, abrigo.
Estou aqui balançando a cabeça pois não consigo traduzir em palavras essa sensação de fazer o bem, ver o bem nas outras pessoas. Creio que o que mais me move a fazer isso é a idéia de eternizar, se fazer importante para alguém. “Mas isso não é um pensamento egoísta de querer algo em troca?”. Creio que não. Esse pensamento e pelo ideal da PANDEMIA DE DOAÇÃO. Já imaginou isso? O mundo inteiro contagiado pela doação!? Pessoas que tinham muito dinheiro se solidariezando com as a que não tinham tanto. Pessoas com muita comida fornecendo aos que passam fome. Pessoas com vagas de emprego oportunizando outros a assumirem essas vagas. Seria algo balanceado, equilibrado, ideal. Sei que posso não contagiar o mundo, mas posso contagiar você. Se cada um de nós pensar assim com toda certeza estaremos fazendo um mundo melhor.

Aproveite para doar algo de você. Seu tempo, seu dinheiro, sua experiência, seu conhecimento. Faça a diferença. Ajude o próximo e peça para que esse faça o mesmo.

Termino este não satisfeito com o que escrevi pois sei que não traduzi o quanto eu queria. Um dia ainda me torno melhor com as palavras.
Alguém quer me doar um pouco do seu traquejo com as palavras ?

Forte abraço e uma boa semana!

Apego

Julho 11, 2009

apego

Olá! Como você está?

Início de final de semana e hoje atipicamente estou escrevendo no período da manhã. Acabei de dar minhas aulas de violino. No momento estou com 3 alunos que vêm no sábado de manhã. Estranho pensar que já tive 11 alunos mas tive que parar a atividade com eles pois estava sem horário. Por falar em falta de horário, meu orientador falou algo bem interessante esses dias. Disse que falta de horário, pressupõe falta de dedicação, empenho, pois se a pessoa se dedicar a fazer ela consegue fazer tudo o que precisa. Numa empresa, por exemplo, sempre quem está mais ocupado é que recebe mais trabalho.

E esse nosso tempo!? Não sei como está aí, mas aqui está chovendo um bocado. Choveu a noite inteira. Tempo perfeito para um filme, pipoca e coberta. Quem sabe até namorar um pouco. Adoro o tempo quando está assim. É ruim quando você está fora de casa e tem que fazer algo, mas estando dentro de casa, ou dentro de algum lugar tranquilo, não há nada melhor do que ouvir a chuva tamborilar na telha.

Comecei a sentir o gostinho das férias. Tive que ir para a faculdade um dia desses para fazer as coisas da minha iniciação científica que anda bem atrasada, mas agora as coisas estão mais claras e tendem a facilitar ou pelo menos a serem objetivas. Ontem dei uma arrumada no meu computador. Reinstalei o linux aqui e no momento estou postando dele. Ajeitei umas cifras que eu tinha aqui também. Mais tarde tenho ensaio com a banda Versículos de Fé, que é uma banda que toca músicas católicas. Não, não é só música de igreja e nem Pe. Marcelo. Não desmerecendo nem um nem outro. Estamos trabalhando em músicas próprias e gravando, caseiramente, algumas. Em breve postarei alguma coisa aqui. Algumas das que eu compus estão neste link.

Por que esse título para o post?
Então. Desde o post passado eu estava pensando sobre isso. APEGO. Deve ter um monte de coisa boa para falar sobre isso, mas ainda não pensei o suficiente sobre e vou apenas escrever o que veio até agora.
Quem não se apega a algo ou alguém não é mesmo? E isso é bom ou ruim? Não sei dizer. Sinceramente não sei. Tem coisas que refletimos e mesmo não sabendo pendemos para um lado. Sobre apego, a minha tendência é para a indecisão.
Apego envolve confiança. Confiança geralmente leva tempo. Apego não deveria levar tempo também? Creio que sim, mas nem sempre é assim. Quando percebemos estamos envolvidos, apegados a algo, alguém. Exemplos simples:

Internet. O bem e o mal do século. Um computador hoje sem internet é quase um maneta. Como há essa dependência aos serviços da internet. Se você está lendo isso agora você já é um usário de no mínimo nivel médio em internet. Aquele que vai além de serviços básicos como pesquisa, e-mail e notícias. Surfar na internet (nossa que gíria antiga! e olha que a internet não existe ha tanto tempo) já está entre os tópicos da rotina diária. “Preciso ver meu orkut, ver quem escreveu pra mim, postar algo no meu twitter, jogar algo no facebook, por as fofocas em dia no msn…….”

Amigos. Quem tem amigos de verdade sabe o quanto nos apegamos uns aos outros. Creio que amizade seja um dos alicerces da nossa vida junto com família(precisamos ter a quem voltar), religião(precisamos crer em algo) entre outros. Amizade muitas vezes é apenas estar ao lado para ouvir ou um ombro amigo para chorar. E isso mostra que o apego não precisa de proximidade física. Amizades duram mesmo não estando tão perto. Parcerias para tudo. Da sala de aula ao trabalho, do futebol ao boteco, do cotidiano ao pessoal. Acho engraçado essa necessidade quase inerente ao ser humano de ter amigos. Você pode me dizer que tem pessoas que não sentem necessidade de ter amigos, mas estas são fora do padrão e com certeza não sentem ou vivenciam o mesmo que uma pessoa com muitas boas amizades.

Namoro ou relação amorosa. Como é bom ter um colo e um carinho não? Falar como um bobo no telefone, agir como criança por vezes. Sentir as famosas borboletas no estômago. Sentir a necessidade de ver e estar com essa pessoa que você quer tão bem. Sentir falta de não falar ou vê-la. Saudade. Exemplo mais que convincente de apego. E como não se apegar a algo que lhe faz tão bem?

E é nesse ponto que começam os questionamentos. O quão rígido é isso que você vive? É verdade, verdade sincera, isso que você tem? Seus amigos são todos de confiança? Se algum dia acontecer algo há a possibilidade deles “virarem as costas” para você? Os bens materias que você tem, uma hora podem quebrar, você pode perder, ou eles podem perder sua funcionalidade. O namoro é quase uma loteria, quando se acerta, de premio você ganha alguém com quem contar a vida inteira, quando se erra, ou o namoro termina pra sempre ou o que vem pela frente tende a ruir.
Qual o instinto de todo animal a algo que lhe pode fazer mal? Fugir. Então não vou me apegar. Qual o instindo de todo animal a algo que lhe pode fazer bem? Aproximar. Então eu vou fazer amizades, vou namorar, vou me apegar aos meus bens pois o que recebo em troca me faz bem. Vou me apegar. Paradoxo. Então devemos mesclar? Namorar sem se apegar? Ser amigo sem ser verdadeiro? Não! Isso é ser falso e injusto com o outro e pelo princípio do equilíbrio do universo (não é científico isto), você recerá inverdades, falsidade mais à frente.
O que fazer? Boa pergunta. A solução que eu acho mais justa é. Guie-se pela verdade. Seja transparente em tudo. Seja você. Você não deve se adaptar à forma que o outro vive só para poder ser amigo dele ou namorar com ela. Atraímos para nós pessoas que nos completam sim, mas que são semelhantes em muitos pontos. Completude total sem intersecção em nada um com o outro, não existe. Viver algo que não é da sua essência é ser mentiroso com você mesmo e pior, acreditar que está sendo enganado. Pessoas transparentes, mesmo que rudes muitas vezes, são as melhores para se lidar, pois sempre saberemos o que esperar delas. Mas como não sabemos sobre a transparência das pessoas a ideia “pisar em ovos” pode ser boa. Não é por que ele torce pro mesmo tive, vê os mesmo programas, vai aos mesmo lugares e tem um jeito legal que ele é o seu melhor amigo. Ele pode ser sim, mas isso você descobre com o tempo. Não é por que o seu coração bateu mais forte, a perna tremeu, o estômago torceu, ela te “deu bola” que ela é a mulher da sua vida e sem ela você não vive. Namoros podem ou não durar. Devemos nos permitir aos poucos. Lembra o que eu disse sobre permissão no post passado? Então permita-se aos poucos se apegar. O recíproco irá acontecer. Nada de atropelar as coisas. É claro que tem coisas que acontecem de forma diferente e com uma velocidade que você sequer vê passar. Siga calmo e “dê corda aos poucos”.
Apego é algo complicado. Pois não é da noite para o dia que você desapega. Demora, e como demora e é sofrido. Apego chega até a remeter rotina. É sempre no orkut que eu entro. É sempre com esse amigo que compartilho as coisas. É sempre com essa namorada que estou.

O que eu tiro como moral daqui é permita-se apegar aos poucos. Pisar em ovos seria tomar cuidado sempre. Não significa duvidar, por em prova, ou ter medo. Apenas tomar cuidado. E se você tem certeza ou mesmo na incerteza preferir, ARRISQUE, pois só arriscando sabemos o impacto das coisas. Conte com as pessoas que lhe são próximas, descubra o quão boas elas podem ser e o quanto elas podem lhe ajudar em horas que você acha que perdeu o rumo.Não tenha medo de viver.

Caramba! 1300 palavras. Exagerei hoje.

Um bom final de semana para você e que de alguma forma você pense sobre apego hoje.

Forte Abraço e até breve.

Somos o que permitimos

Julho 7, 2009

ser

Olá!

Minhas sinceras desculpas. Mais de um mês sem postar nada aqui. Foi um mês pra lá de corrido. Não sei nem o que começar a escrever aqui. Estava pensando hoje mesmo no ideal de escrever todo o dia aqui. Fiz isso durante um tempo não é? Mas como é dificil. A minha idéia a priori era ter algo para eu ler lá na frente e poder lembrar do que eu fiz, de como eu estava, de como eu pensava. De certa forma estou fazendo isso, mas sem contar detalhes do meu dia.

Hoje estou sentindo os efeitos colaterais de uma gripe que está vindo com tudo. Minha cabeça está explodindo. Minha nuca dói, além de meus olhos parecerem estar em chamas. Estou com uma vontade imensa de dormir, mas decidi postar algo aqui, mesmo que não seja de todo bom.

Caos. Essa seria a palavra correta para definir o mês que passou e alguns outros antecedentes. Uma falta de padrão quase total e uma tentativa quase vã de decifrar o que acontecia. Mas por que decifrar e não apenas assistir e assistir, no sentido de auxiliar, as coisas que iam acontecendo? E assim as coisas começaram a “fazer sentido” ou pelo menos acontecerem de forma natural. O Efeito Borboleta mostra que ao tentar modificar algo agora para se obter um bem quase instatâneo pode acarretar em mudanças drásticas no futuro e é por isso a analogia à frase: “o bater de asas de uma borboleta em um lugar, pode gerar um tufão em outro”. E assim foram, provas, trabalhos, compromissos, pessoas, fatos, foram passando, acontecendo e eu fui respondendo meio que reativamente. “Mas você está sendo uma simples formiga assim?” Não, a forma de reagir era mensurada, não deixava no piloto automático, impossível fazer isso. Mas enfim estou vivendo e isso já é muito bom. Creio que a ganância, o desejo, o luxo por algo melhor muitas vezes seja a fonte de nossa ruína. Por exemplo, eu e meus amigos da faculdade batalhamos o semestre inteiro por bons resultados nas provas, pela obtenção de conhecimento, por especialização, por se tornar melhor. Nos frustramos diversas vezes por termos recebido notas relativamente baixas que achávamos não condizerem com os esforços despendidos. Mas por que toda essa frustação? Estamos em uma universidade pública e de qualidade. Temos um bom futuro no mercado de trabalho quase que garantido. Por que essa sede de querer mais e mais? Quanta gente ainda batalha por estar simplesmente em uma universidade, mesmo que particular?” Isso significa que deve-se deixar as cosias acontecerem? Não se preocupar com as coisas da faculdade ou outras diversas?” Não!, Claro que não. A preocupação deve sempre haver, a frustação que deve diminuir. Eu disse diminuir e não, deixar de existir. Creio que essa frustação motive a um progresso no sentido de tentar se superar, provar que você pode fazer melhor. Então acredito estar certo se chatear, mas como diria um ditado latino: “Virtus est in medium” (a virtude está no meio). Se chatear na medida certa apenas para progredir.

Por que esse título para o post?
Quanto tempo que não escrevia isso não é?
Então, nos meus momentos de divagação refleti sobre isso. Permissão. O que você permite em sua vida? Quem você permite em sua vida? Pense em exemplos simples: a música. Você tem seu estilo preferido, você se permite ouvir esse estilo. Música além de servir para relaxar e curtir, muitas vezes, dependendo da instância, ajuda a refletir e com base nisso você reflete sobre diversas coisas. Quem nunca ouviu uma música e disse: “Essa música foi feita pra mim”!?. Permitimos isso. Moldamos nosso conhecimento musical e muitas vezes nosso estilo visual por isso. Amigos. Permitimos nos cativar por certas pessoas, deixar que estas sejam confidentes, que compartilhem bons e maus momentos. Por resposta, como em qualquer nivel de relação, recebemos o jeito da outra pessoa e nos permitimos aceitar ela como é, com defeitos e qualidades, nos moldando para aceitar alguns defeitos.

Disseram para você hoje que o seu trabalho é um lixo, desvalorizaram você. Você permitiu, pediu desculpas e prometeu melhorar.
Disseram para você hoje que o seu trabalho é um lixo, desvalorizaram você. Você não permitiu, pediu demissão mas foi aceito para trabalhar num lugar muito melhor.
Disseram para você hoje que o seu trabalho é um lixo, desvalorizaram você. Você não permitiu e está desempregado.
Ofederam-lhe. Você permitiu.
Estorquiram-lhe. Você não permitiu.
Magoaram-lhe. Você permitiu.
Amaram-lhe. Você não permitiu.
Apegaram-se a você. Você permitiu.
Fingir que está tudo bem. Você não permitiu.
Gastar dinheiro. Você permitiu.
Frustrar-se com os problemas. Você não permitiu.
Essas permissões que vamos, muitas vezes inconscientemente, fazendo nos moldam de tal forma que quando percebemos e nos “olhamos no espelho” ou mesmo olhamos para trás vemos que não é o que desejávamos. O cuidado com o que nos permitimos fazer e com o que permitimos aos outros fazerem conosco é de extrema importância para a constituição da pessoa que somos. Afinal de contas temos ou não temos controle sobre nossa vida?

O desenho para este post foi escolhido pois me pareceu simbolizar permissividade. Algo de como uma mão só poderá desenhar se a outra permitir e também algo como o equilibrio dos atos e a forma cíclica que acontecem.

Não sei se me delonguei demais aqui e nem se foi de bom conteúdo o que escrevi, visto que ainda estou com as manifestações da gripe.

Hoje estou oficialmente de férias da faculdade, independente dos resultados e me permitirei descansar.

Crie sua lista, mental, de permissoes e se dê ao luxo de se permitir e permitir. Tome as rédias das sua vida e não se frustre com os problemas que você considera insolúveis. Faça um reconhecimento da sua atual situação. Veja quanta coisa você tem a sua disposição, quanta oportunidade, quanta vida para viver. Existem problemas muito piores que os seus. Qual seria a graça de viver sem problemas? Eles nos tornam cada vez mais maduros e fortes para os futuros.

Lembre-se: somos o que permitimos.

Que so seu hoje seja melhor do que o ontem e pior do que o amanhã.

Forte abraço e até breve, eu espero.

O Teatro Mágico

Maio 28, 2009

O+Teatro+Mgico+teatro

Olá!
Veja que coisa boa. Fiz dois posts em uma semana.  E os sete dias ainda não acabaram. Engraçado isso ao passo que antes eu postava todo o dia aqui. Mas dias de mais tempo hão de vir.

Hoje nada de reflexão muito intensa. Venho lhe apresentar O Teatro Mágico. Uma “banda” que descobri quando estava de bobeira passeando pelo meu Last.FM. Simplesmente muito bom o som e as letras deles. E isso que ouvi só o CD 2º ato da Trupe.

Aqui lhe trago umas das letras que achei interessante.

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo

Composição: Fernando Anitelli

Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro…caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

Abaixo o conteudo do CD 2º Ato e o link pra Download.
Se quiser outras músicas deles pra download, me peça e eu posto ou passo.

O Teatro Mágico – 2º Ato

teatromagico-capasegundoato

Músicas:

  1. Amadurecência
  2. O Mérito e o Monstro
  3. Cidadão de Papelão
  4. Pena
  5. Opus Erectus (Allegro ma nem tanto)
  6. Sina Nossa
  7. Si Atromiso
  8. Criado-Mudo
  9. Sonho de Uma Flauta
  10. (!)
  11. Eu Não Sou Chico Mas Quero Tentar
  12. #@s!@
  13. Alguma Coisa
  14. Abaçaiado
  15. Xanéu nº5
  16. Os Insetos Interiores
  17. A Primeira Semana
  18. F. Chopin (Opus 64 C#m)

Download

Forte Abraço pra você. E muita boa música!

Formigas

Maio 25, 2009

formiga

Olá! Tudo bem?
Sim, faz quase um mês que não escrevo e juro pra você que não parece isso. O tempo está passando muito rápido. Semans passam como dias e dias passam como horas. O final do semestre está chegando e as coisas não estão boas para meu lado. Mas quem dera se reclamar ajudasse em algo. Ou melhor que bom que assim. Sempre desejamos o cume da montanha achando que lá está a verdadeira felicidade mas não nos damos conta de que a felicidade está no trajeto de subida.

Final de semana cheio. Tudo começou na sexta noite, onde um encontro para tomar um chopp com um amigo se tranformou em uma saida pra uma balada, diga-se de passagem ruim, mas que acabou às 4h00 da manhã. Após dormir no chão, literalmente, do apartamento dele, acordei às 7h30 pois eu tinha q dar uma aula de manhã no sábado. Cheguei em casa e fui tomar um banho, um renovante banho. Após ter lecionado comecei a ajeitar minha coisas para o casamento que eu iria tocar no início da tarde. Arrumei-me e perto das 14h30 estava indo rumo ao primeiro casamento do sábado em Araucária. Casamento tranquilo, gente bonita, gente conhecida(sim, até em Araucária). Depois do casório parei numa panificadora, pois havia lembrado que fazia desde a tarde de sexta que eu não comia nada, logo, cerca de umas 24h ou mais.

E assim fui para o outro casamento, com meu lanche de emegencia padrão. ALgo sagado, algo pra beber, um doce e um chiclete. Casamento normal também(não vou entrar em detalhes porque esse post vai ficar gigante e você já deve estar cansando de ler).

Depois do casório, fui numa pizzaria e comprei duas pizzas para levar para casa.
Ao chegar em casa só estavam minha irmã e uma amiga e já estavam sozinhas.
Comi a pizza mexi um pouco no pc e logo fui dormir pois já era tarde.
Acordei domingao e fui almoçar na casa dos meus avós pois amanhã é aniversário do meu avô.
Depois do almoço fui para a reunião com o grupo de jovens. Reunião meio burocrática a que tivemos. Falamos sobre como o grupo irá caminhar e decidimos assuntos sobre a festa junina que iremos fazer.
Após isos fui para o instituto em que meu pai ensaia o coro, para ajeitar a rede e consertar uns computadores. Cheguei em casa já eram mais de 23h00.

Mas enfim o foco desse post não é relatar como foi meu final de semana mas sim comentar em uma reflexão que tenho há algum tempo. Ela talvez vai ficar um pouco deturpada, pois já é tarde e estou com sono, mas se eu não escrever agora, não escrevo mais.
Vai ser meio longa mas tente ler até o fim, vai ser importante.

Você já se deu conta de quantas coisas você faz como se estivesse em piloto automático? Se não, pare agora e pense no seu dia, em tudo o que você faz. Desde o momento em que você acorda, ao momento em que vai dormir. Pense no seu trabalho, no seu estudo, no seu momento de lazer. Agora pense no por quê você faz isso. Pense nos objetivos e tente se lembrar se antes de desenvolver alguma tarefa você se deu conta de que estaria indo desenvolvê-la e ao fazê-la você estava sendo racional em todas as suas ações e não apenas fazendo. Provavelmente você irá se dar conta de que faz muita coisa automática, seja o ato de tomar um café da manhã, cumprimentar alguém na rua, pegar um ônibus, trilhar o caminho para o trabalho(escola), obedecer,produzir. Você pode pensar: “Mas para fazer isso eu uso a razão, coisa que um lobo não faria”. Pense da seguinte forma: um lobo tem o olfato e a audição apurados, isso o favorece na caça que faz, o torna peculiar com relação a algumas espécies, e um olfato ou audição mais apurados o fazem melhor do que muitos outros lobos. Agora generalize isso para qualquer animal, atribuindo a cada qual suas “habilidades” e chegue até uma simple formiga. Um pequeno ser vivo que vive em colônia e desempenha suas funções. Com pequeno esforço podemos acabar com a vida de uma formiga e descobrir que todas as suas “habilidades, “qualidades” são apenas massa, gosma.

Uma formiga enxergar o mundo de uma forma totalmente diferente do que a nossa. Pense apenas na dimensão escalar das coisas. O que para nós é apenas uma bola de papel, para ela é um gigantesco pedregulho. O que para nós são apenas grãos de açúcar, paraa elas pode ser alimento para uma colônia.

Quem nunca brincou com formiga!? Colocou o dedo em seu caminho, criou um obstáculo, fez ela seguir por um outro caminho, tentou fazer com que duas formigas se cruzassem(não no sentido de reprodução, pois nem imagino como deve ser). Você é meio que “Senhor das Formigas”. Alguém que pode a priori fazer o que bem entender com elas.

Agora saia um pouco do mundo “animal irracional” e volte para o mundo “animal racional”. Quando eu comecei essa reflexão falando sobre fazer as coisas no “piloto automático” queria introduzir esse pensamento para esse ponto, o ponto em que a nossa capacidade intelectual em sua forma filosófica não é apenas uma razão instintiva, uma capacidade como o olfato apurado do lobo. Quantas vezes não agimos como formigas e apenas cumprimos passos que achamos que devemos seguir, só porque nossa “colônia” funciona assim, é assim. Vejo pessoas no ônibus indo e vindo e me pergunto: “Será que essas pessoas tem esse tipo de reflexão que estou fazendo agora ou vivem como formigas mesmo, que desempanham sempre tarefas, se adaptam ao meio e um dia morrem!?”.

Por falar em morrer, agora pense o seguinte. Imagine que somos uma espécie de formiga para um ser muito maior do que nós. Imagine que o que é o Everest para nós, para ele é apenas uma pedra. Imagine que esse ser “superior” brinca conosco da mesma forma com que brincamos com formigas. Imagine que ele possa colacar obstáculos em nosssa frente para que passemos por ele ou desviemos desse caminho. Que esse ser tenha um “humanário”(analogia a formigário) em sua casa. E ele, com sua sabedoria superior, coloque comida a nossa disposição, lugares para desempenharmos nossas funções e que passe horas nos analisando. Conhecendo a particularidade de cada um de nós. Vendo como nos comportamos em determinadas situações, como por exemplo mexer na colônia como um todo para que um determinado humado do seu humanário consiga um emprego. Mas como isso? Não sei. Imagine algo como coincidências, notícias ou pessoas que nos chamam atenção, sites chamativos, leituras chamativas. Pense que esse ser superior está “movendo os pauzinhos” para que vejamos isso. Imagine que esse ser superior possa colocar outros humanos em nossas vidas e ver como nos comportamos com eles. Que eles estudem como os humanos se apaixonam e podem vir a sofre com isso. Como uma relação é conduzida até chegar ao casamento. Como um humano se comporta ao receber conhecimento de outro em uma faculdade por exemplo.

Agora pense que esse ser superior pode ser tão frio, como somos com as formigas e outros animais em geral, e nos mate apenas por diversão ou para ver, estudar como somos. E descobre que somos apenas massa, gosma. Todo conhecimento, emoção, experiência, vivência, tudo que é adquirido em uma vida vira em nada, vira massa. E então nos perguntamos por que essa complexidade toda na vida se tudo no final é simples?Percebemos que não passamos de meras “formigas” e que o que podemos fazer é aproveitar os bons momentos que temos para de uma certa forma “sair” ou se “abster” desse crivo.

Há quem queira ser apenas formiga e seguir passos, pistas deixadas por outras. Há quem queira “ser da colônia”, “viver pela colônia”. Independente de quem seja VIVA.

(olhe para a foto do post e dedique uns minutos para pensar um pouco nisso)

Não sei quando volto a postar.
Gostaria de postar com mais frequência, mas está complicado mesmo.

Um forte abraço e uma boa semana pra ti.

Descendo…

Maio 7, 2009

para_baixo

Olá!
Quanto tempo não!?

É eu sei que você viu a data do último post e percebeu que faz quase um mês que não escrevo. Vontade não faltou para escrever. Eu estava cheio de idéias e assuntos para escrever, mas tive que dar prioridade a assuntos acadêmicos e laboratoriais. Engraçado essa ultima palavra que escrevi. A intenção era fazer um derivativo para assuntos do labor, do trabalho, e me dei conta da derivação de laboratório. Enfim, como diria um professor meu: “Voltemos à vaca fria”. Como eu estava dizendo, vontade eu tinha, mas faltava-me ânimo. Indo dormir muito tarde, ou cedo dependendo do referencial e quando eu pensava em começar a escrever algo,  cérebro já estava esgotado. Hoje como vim um pouco mais cedo para casa resolvi escrever algo. Não que eu esteja folgado. Tenho alguns trabalhos para fazer, matérias para estudar, artigos e dissertações para ler, mas resolvi escrever para não deixar o blog esfriar mais do que já está, que por falar nisso agradeço a você por estar visitando e não deixar que este passe um dia sem visitas.

Vamos aos fatos e explicação do título.
Como eu disse brevemente acima, estou fazendo muitas coisas e estas estao exigindo dedicação quase que integral da minha parte. Na faculdade por exemplo demos sorte de estar tendo aula com professores um tanto egocentricos e carentes de atenção discente. Eles acreditam que os outros professores não estão passando muito conteúdo para nós e para contrabalancear eles aumentam sua carga de conteúdo. Subentenda-se conteúdo como trabalhos, provas e máteria propriamente dita. Quando me refiro carentes de atenção discento, quero dizer que eles almejam uma participatividade maior de nossa parte, o que muitas vezes não somos capazes de dar por diversos fatores, isso afeta o desenvolvimento da aula pois eles se sentem de certa forma desprezados, desrespeitados no seu trabalho e refletem isso de alguma forma, como uma aula “relaxada” no sentido de sem muito empenho, como uma prova com questões que não têm muito carater avaliativo e sim de certa forma “pejorativo”, “ferrativo”(um neologismo). O que me pego pensando às vezes é como eles devem nos ver. Como apenas meros “uns” que passarão pelo seu crivo, ou como fontes de propagação de conhecimento. Esse “desrespeito” que os docentes sentem, muitas vezes nos é retornado da pior forma, desrespeitando nossa condição de alunos. Desrespeitando todo o tempo que é gasto da nossa parte em cima de livros, noites mal dormidas com preocupação,esforço gasto em trabalhos, no meu caso e no caso de muitos o tempo gasto “viajando” de uma cidade a outra, entre outros diversos fatores. Não quero romantizar um lado nem enegrecer outro. Mas vejo que tudo gera em torno do respeito um com o outro. Por falar em respeito, um breve adendo. Um amigo meu, Renan Coimbra, me apresentou uma banda de nome Rancore, à qual tem uma música de nome “Respeito é a Lei” que tem um clipe gravado. Eles provavelmente estarão em Curitiba em Junho. Aproveitando o espaço, o Renan está vendendo camisetas da banda. Camisetas que ele mesmo fez a arte. Quem tiver interesse deixo aqui o link o Clipe e do Orkut do Renan.

Enfim, cada dia me sinto, nos sentimos(eu e companheiros de turma) cada vez mais para baixo. Pois é “pancada atrás de pancada”. Não sabemos muitas vezes de onde estamos apanhando. Sei, como todos sabem, que é assim mesmo, mas é impossivel passar inerte a tudo isto. Creio estar num momento anestesiado, pois ao receber uma “pancada” já não me preocupo mais como antes. Estou aproveitando para “viver” um pouco mais, claro que não irresponsavelmente, mas sem ser tão maníaco. Mas creio que para a gente entender um contexto precisamos descer, descer, descer até fundo do poço, para assim dar valor ou mesmo poder ver uma luz, aprender. Existem estes dois tipos de pessoas: as que a partir da realidade que vivem, conseguem abstrair, valorizar, aprender; e as pessoas que precisam cair, descer ao fundo do poço, “queimar a mão”, para poder entender, aprender. Digo “queimar a mão” pois com criança muitas vezes é assim. Ela quer  porque quer pegar em uam lâmpada incandescente. Para ela aquilo é lindo, desperta interesse. A criança é instruida que aquilo vai queimar sua mão, mas mesmo assim ela fica desejando “pegar a lâmpada”. Mesmo sendo coibida, um dia ela vai e encosta na lâmpada queimando a mão e só assim enfim aprende que a lâmpada pode queimar.

Mas como eu já disse numa música, “Vai Passar”. Só que as vezes é bom desabafar um pouco. Se você está assim também um conselho meio demagogo da minha parte é: não seja tão reativo. Seja paciente. Espera os fatos entrarem nos eixos. Muitas vezes temos uma visão pontual ou mesmo particionada das coisas e não vemos que o nosso “mundinho” é apenas um pedaço de algo muito maior e muito além de nossa sapiência. Importante é ter um objetivo, um caminho que se deseje trilhar para assim não viver desleixadamente(não condeno esse estilo de vida, apenas não é para mim).

E para encerrar esse post, terminarei com uma frase interessante que eu gostaria que você tentasse vivenciar, para seguir naquela idéia que eu falei, da paciencia, da compreensão, do saber esperar e nao ser reativo.

“O homem fala, o tolo discute, o sábio escuta.”

Creio poder estar em breve aqui novamente.
Enquanto isso, desejo-lhe ótimos dias, de muita força e energia para enfrentar o que a vida tem para você.

Forte abraço e até breve!