Duplex
Dezembro 21, 2008
Olá!Perdoe-me mais uma vez pela gafe de não postar diariamente.
Comecemos pelo sábado. Passei o dia inteiro em casa. Ao acordar, perto das 10:30, fui tomar café e esperar um amigo trazer o PC dele aqui em casa para eu dar uma olhada e possivelmente consertar. Até as 17:30 fiquei entretido com o computador dele. A placa mae deles esta com alguns problemas e estava dando uns maus contatos que por hora me assustaram. Perdi boa parte do tempo para descobrir que uma das placas dele era “genérica” e me bati para encontrar o driver. Depois de deixar o computador ajeitado, fui dedicar-me ao meu. Fui instalar o Arch Linux. Instalar um S.O. a partir do modo texto ,vir se preocupando com cada componente do seu computador durante a instalação, sentir a adrenalina de a qualquer hora dar tudo errado, não tem preço. Mas como sempre chegou uma hora em que me perdi e recorri a ajuda do meu amigo Solano. Ele me ajudou e me lembrou do Lynx, um pacote que me permite navegar em páginas em modo texto. Daí para frente consegui prosseguir com minhas “proprias pernas”. As 21:00 meu primo chega e acompanha eu colocando o kdemod para ser feito download e esperar as horas seguintes. Enquanto o tempo não passava fomos assistir coisas. Não lembro o que assisti antes, mas por último estávamos assistindo o especial Caymmi que a globo fez. Muito bom ouvir música bem feita.
Ao final disto fui terminar os ajsutes visuais no Arch e depois bootei no windows para passar algumas coisas para o meu primo. Essa “passagem de coisas” durou até 4:30 da matina. Por que? Nos entretemos com jogos de flash(por incrivel que pareca, se vc achou estranho essa passagem, eu explico. Tem jogos bem feitos e que não sao de todo infantis. Peça-me e lhe mostro). Fui dormir preocupado pois eu tinha que acordar cedo para comprar cartoes de natais(à frente será explicado o fim dessa compra) escutar e escrever as partituras de musicas que eu iria tocar em um casamento. Como já era tarde e os arquivos estavam em transação fui deitar.
Eu deveria acordar às 8:00 para me arrumar sair. Acorde às 10:00 estava muito atrasado. Eu tinha ensaio às 11:00. Acordei às pressas minha irmã que eu havia intimado anteriormente para um auxilio nas compras. Tomei uma ducha para acordar me arrumei rapidamente. Eu estava com tudo pronto às 10:30.
Pulando um pouco da parte chata cheguei no ensaio às 11:15. Como eu havia conseguido aencontrar as partituras, só tive que sentar com a pessoa que iria me acompanhar para decidirmos os últimos detalhes.
Nessa correria, já era hora de sair com o grupo de jovens. Hoje implementamos nosso natal solidário. Primeiramente estaríamos na casa da Ju fazendo uma “recepção” para as crianças de uma favela(invasão) locada perto da casa dela. Primeiras emoções do dia. Como é triste ver crianças crescendo nesse meio. Qual a perpectiva para elas? Será que elas estão fadadas ao Determinismo na faceta exposta por Friedrich Ratzel? E se forem, aonde está o livre arbítrio? Aonde está a oportunidade? Aonde está todo o dinheiro extorquido com impostos? Os esteriótipos são perceptíveis, podemos identificar quem pode tornar-se alguem se dada uma oportunidade e quem não o será. Mas até que ponto esse julgamento já nao é um preconceito? Uma forma de seleção? E qual a culpa da criança por estar dessa forma. Como meu conhecimento ainda é excasso, tosco, sou forçado a dizer que até que me mostrem algo ao contrário, creio que o determinismo influencia e muito na formação de um cidadão. Isso me leva a um estado de profundo pesar e impotência por não poder ajudar seres que eu percebo que realmente precisam.
Depois de conversarmos, cantarmos, ditribuirmos presentes, doces, bolo e refrigerante para as crianças, fomos na invasão propriamente dita para passar nas casas e distribuir nas rua a quantidade de bolo que sobrou. Sobrou pois cada um do grupo levou pelo menos um bolo e um refrigerante.
Voce pode se perguntar: Mas o que isso ajudou as pessoas? Ajudou em fortalecer o espirito de esperança, o espirito de acreditar que em algum momento se é lembrado. Em algum momento, você é gente!
Fomos para os asilos. As emoçoes só aumentaram, pois se você quer imaginar o que é ter uma vida “solitária”, visite um asilo. Se você quer imaginar o que é uma pessoa exalar carência, visite um asilo. Primeiramente fomos no asilo particular que comente há posts anteriores. Visitamos idosos que não haviamos vistos nas visitas anteriores. Os que tínhamos visto, nos reconheceram. Uma das senhoras a quem eu dei um conjunto de cifras disse-me que estava estudando e que a cifra que mais lhe deu trabalho foia do Carinhoso( de Pixinguinha). Entregamos os cartões que eufui comprar e que ba verdade minha irmã acabou comprando. Colocamos o nome de cada pessoa no cartao a ser entregue. Presenciei idosos chorando pensando que não iriam receber cartao. Pensando que seriam mais uma vez esquecidos. Mas contendo lágrimas ao receber o cartão com o SEU nome. Um cartão exclusivo.
Creio que o clímax de emoção foi no segundo asilo. Fomos lembrados por alguns idosos, mas o que mais me marcou foi quando eu entrei, cantanto “hoje a noite é bela” em estilo folk, no quarto de um dos idosos que era doente e nao saia da cama e este não parou um minuto de vibrar com a música. Bateu palmas incessantemente. Sua face sincretizava tristeza e alegria. Ao final da música ele juntou forças para bater palmas para que todos ouvissem. Sentisse sua presença. Com os olhos pesados escrevo agora, mas isso não é digno suficiente para traduzir o momento que vivi hoje.
Depois de viver isso fomos para um momento singular: Entramos no supermercado cantado musicas natalinas dançando nos corredores. Saímos antes de sermos explusos.
Tomei um banho na casa de uma das pessoas que iria me acompanhar no primeiro casamento que por sinal é o pai da minha ex-namorada e fomos para o casamento. Este começou próximo às 18:30 e foi como todo outro, salvo algumas exceções: noiva extremamente feliz e confiante, padre convidado e bem quisto por muitos, falta de leitor suprido pela participação de última hora da Talita.
Após o término do primeiro casamento, aguardei alguns minutos e fui me ajeitar para o outro. Dei sorte de os casamentos acontecerem no mesmo local e com pouco diferença de horario. Outra celebração normal.
Ganhei carona do pianista que me deixou na passarela próxima à minha casa. Meu primo Jaqueson(a grafia está correta), que tocou no primeiro casamento do dia comigo convidou para ir na casa dele pois teria uma festa de aniversário. Como eu desci proximo à casa dele fui lá. Comi um pouco e já abri meu violino novamente para junto do meu primo fazermos um som. Mais uma vez afirmo: sou apaixonado pelo instrumento que eu toco. Como me divirto, me emociono, sinto adrenalina, não sei como aqui explicar, quando eu toco violino. A diferença de estar tocando com ele ou dessa forma a priori informal, por diversão é a princípio o improviso. É como dar voz ao violino. Fazer com que ele fale por fazer. Meu sentimento é transposto para ele e ele amplifica isso faz-se dispersar pelo meio. Gostaria de poder me sentir mais a vontade com meu violino. Poder ter estudado mais e poder fazer o que eu quisesse com ele, ou seja, toda a minha informção mandada para ele seria 100% entendida. Mas na minha “mediocridade” consigo “conversar” um pouco.
Agora viria mais um monte de enrolação sobre o resto da minha noite. creio que o o “supra-sumo” já tenha sido escrito, salvo a conversa que tive com meu amigo Rambo há alguns minutos atrás.
Por que esse título para o blog?
Duplex pois:
*Escrevi um post duplo
*Dois casamentos
*Duas caronas para voltar(fato nao comentado)
*Dois lugares pós-casamento para ir(fato nao comentado)
Escrevi demais. Se você é novato por aqui, nem sempre os posts são tão extensos.
Um bom domingo para você! Abraço forte
cara… você tem energia de sobra hein meu, em plena férias fazendo tudo isso…
você deve ter percebido pelo meu blog que não tenho toda essa energia: “terça joguei max payne quarta bla bla bla” hehehe na verdade minha energia é infinitesimal hahaha
tipo, seu dia foi completamente cheio, meu dia foi jogar max payne…
abraços o/